Arquivo da categoria: Divagando e filosofando

Hey! Voltei :)

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Devido a toda correria de fim de ano + trabalho + faculdade + TCC, andei entrando pouco aqui no blog e acabei escrevendo menos ainda. Sorry! Mas estando agora mais tranqüila, pois já apresentei o TCC e tudo o mais (tirei 10! Yeeeey! Em outro post eu mostro os resultados têxteis de minhas estampas Escher inspired!), vou voltar a escrever e a postar coisinhas bacanas por aqui.

Eu sempre gostei demais de ler e de escrever. Acho que a comunicação pode e deve ir além de uma boa escrita: é preciso sentimento, é preciso fazer pensar. Nunca fui muito de me policiar quanto a errinhos de concordância, vírgulas… mas acredito que sempre soube me comunicar bem. Meus amigos me passam textos para revisar, alguns até me passaram seus TCCs. Haha! Eu olho os textos e vejo errinhos aqui e ali… textos dos outros, claro. Os meus, nem sempre enxergo. Vícios visuais, talvez. Cansaço, por estar muitas vezes debruçada sobre um mesmo assunto. Mas isso é bem interessante. Por que será que sempre conseguimos identificar os erros dos outros mas poucas vezes conseguimos perceber os nossos próprios? Em textos ou em ações equivocadas, deixamos muita coisa passar, escondida na falta de tempo, na preguiça, na angústia da reflexão deixada para o dia seguinte.

Chega esta época do ano e acabo ficando pensativa. Que bom! Preciso organizar mesmo, uma série de coisinhas para este 2012 que vai chegar daqui a pouco.

Beijinhos e vamos lá! Mais um dia lindo, com sol, desafios, alegrias e tristezas espera por nós. Acho que é isso que chamam de vida, né?

Fui escalada para o elenco de Mad Man, só que sem o glamour, a fama ou o cachê.

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A verdade é que preciso desabafar antes que eu comece a desabar. AAAAAAAAAAAAAAAAAAAGH.

Eu cansei. Cansei de fingir ligar para algumas aulas na faculdade. Cansei das meninas com a cara laranja de blush terracota. Cansei da pressão, cansei de ter que escrever páginas e mais páginas com pensamentos que não são meus após 5 anos de faculdade. Maldito TCC. Cansei de muito esforço para pouca recompensa. Cansei de tudo ser sempre tão difícil para mim. Cansei de ter que carregar o resto nas costas… eu também canso. Ninguém nota?

Cansei. Cansei de só trabalhar e trabalhar. De só trabalhar e estudar. De dormir mal, de me divertir com sentimento de culpa, das rugas que começam a aparecer em pontos imperceptíveis e que sim, eu percebo. Cansei de ver gente mudando de ideias e me fazendo mudar de planos, toda hora. Gente em cima de muros, sem querer tomar partidos e decisões.

Tempo não se vende em farmácia… e eu tenho precisado aos quilos. As horas desaparecem e quando acho que não existe problema algum em dormir uma meia hora, sim… existe. Porque me culpo aos 3 primeiros minutos e fico sem vontade de dormir no restante do tempo.

Queria ser mais calma. Queria poder render mais. Queria ser como alguns poucos notáveis que se estressam super pouco, ganham super bem, descansam.

Penso que, às vezes, ninguém se dá conta do meu esforço. Ou fingem muito bem. É cômodo ter alguém para resolver problemas, alguém sempre por perto. Alguém capaz de deixar a sua vida particular de lado em prol de algo que julgue um bem ainda maior. Mas eu me pergunto: maior para quem, exatamente?

Não sei qual é o rumo que a vida vem tomando no decorrer das décadas. Não sei se algum dia eu vou entender porque quem se importa menos recebe mais atenção. Vivemos em pleno século XXI e olha… eu continuo me sentindo uma personagem de Mad Man.

Eu estudo e muito para que reconheçam meu trabalho. Não se sou bonita ou feia, gorda ou magra. Alguém já pensou em reparar na inteligência? Na competência? Eu ando meio cansada de ouvir ‘ó, tá maquiada! Vai ver o namorado hoje’? haha Gente! Eu estou sempre maquiada. E gente… posso ter a ousadia de me arrumar bem para mim, e não para outra pessoa?

Posso pedir para por favor repararem menos no meu calçado e mais no meu trabalho?

A cor do meu batom não deveria distrair os pensamentos de quem conversa comigo. Mundo machista. Ando sem paciência. Claro, nem tudo é tragédia. Existem coisas muito, mas muito boas. Não serei ingrata. Mas posso começar a semana reclamando, pelo menos aqui, neste blog?

Hoje eu não vou dormir. Vou virar a noite estudando e quero registrar isso aqui.

E, se amanhã alguém perguntar se a noite foi boa devido as olheiras que provavelmente vou apresentar, juro que este alguém vai voltar para casa com um olho roxo. Ou dois.

Senhor diretor, diga que aceito. Mas quero o glamour, a fama e a conta bancária da mocinha da série. Obrigada.

Quero o cachê e o vestido da Betty. Se não, nada feito!

 

Feira de vaidades

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As pessoas esquecem de onde vieram, só pode. Esquecem os parâmetros, a educação, a cordialidade. Penso que alguns só se aproximam dos outros quando vale a pena. Não para elogiar apenas por elogiar ou criticar apenas como sugestão para alguma melhoria. Os benefícios em primeiro lugar, pensam. E não sejamos hipócritas: é normal se aproximar de alguém por interesse. Ouso dizer que é sempre por interesse! Quando alguém nos faz bem de alguma forma, passamos a querer estar por perto. Isso já é interesse. Mas então, que seja sem fazer o outro de bobo, que seja de forma honesta e aberta. “Cara, te admiro. Gosto do teu blog!”, por exemplo.

O Donna Fashion Iguatemi foi e não foi bom. Gostei muito do desfile da Huis Clos. Mas não gostei de passar calor, das caras afetadas e do excesso de glitter por todo lado. Moda é isso? Caras esnobes, gente mal educada empurrando, gente conhecida fazendo de conta que é legal sem ser? (A passarela alternativa estava muito mais interessante. Vou postar fotos e tecer maiores comentários mais à frente)

Por que olha, moda para mim é comportamento. Moda é estilo. Moda é originalidade e sofisticação.  E eu errei. Ao invés de ter fotografado tanto os desfiles, deveria ter fotografado as pessoas que passaram por mim lá no Iguatemi: lindas, despretenciosas, sem efeito de champa.

Eu trabalho com moda. Atendo estilistas de várias empresas, pesquiso moda, desenvolvo estampas. O trabalho na empresa sempre corre bem. Cara feia para mim é fome, não ligo muito. Mas estes eventos de moda, embora sejam muito importantes e eu saiba disso, não me fazem bem. Acho infinitamente mais interessante fotografar um make de alguém que passa por mim às pressas, correndo para pegar um ônibus logo cedo. Acho muito mais lindo um vestido longo em alguém que está escolhendo flores na floricultura sem estar preocupado em agradar outrem. 

A rua dita conceitos e moda todos os dias. Dita, indica, modifica e transcende olhares acerca dos mais diversos pontos de vista. É para estas pessoas possíveis e desarmadas de maldade que quero criar moda. É para estas pessoas simples e elegantes que permeiam nossos caminhos todos os dias. Estas pessoas que correm, que suam, que lutam, que se atrasam, que pedem perdão e com licença.

Eu quero criar moda para os genuinamente elegantes: os educados.

Motivos para amar é o que não me falta…

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… mas estar atucanada no trabalho e olhar o gmail e ver que o namorado entrou 1 segundo só para manifestar o seu amor no melhor estilo nerd de ser, não tem preço! haha

❤ Amo tu, Bruno nerd do meu coração!

 

… ou acordar e ver que tenho um dia longo pela frente, cheio de compromissos e estudos, mas ver que o dia é de sol!

Bem que a visita que entrou quarto a dentro no TCCI poderia vir me visitar de novo hoje, né?

Adoro borboletas e libélulas. E uma borboletinha me visitou no TCCI. Será que ela vem de novo agora no TCCII? 🙂

 

Um lindo dia de 7 de setembro para todos nós. E, se não for marchar – vide meu caso… – aproveite para descansar, ler, estudar, acalmar o espírito e o coração. Às vezes tirar um dia só para a gente fazer o que gosta e descansar vale mais do que mil cremes de beleza.

Beijos e bom feriado, queridos!

 

 

Eu tenho é que estar inspirada.

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Blergh.

Passo dias e dias sem postar aqui no blog e muitos reclamam. hahaha “Pô, porque não posta mais seguido”? Tina responde:

Tina estuda, Tina trabalha, Tina namora, Tina não vive do blog nem para o blog, Tina não é patrocinada para escrever sobre os artigos que publica no blog, Tina não tem obrigação alguma com o blog… Este blog é um espaço para escrever o que penso, compartilhar ideias, looks, combinações, coisas que gosto e desgosto… pensamentos…

De cobranças, já basta a vida! hahaha Não acham? 🙂

Eu ando muito cansada e precisei priorizar algumas coisas. Estou, aos poucos, voltando ao meu estado mental normal e tranquilo. Mas os resquícios do mundo que venho abraçando desde que comecei a estudar ainda estão por aí, prontos para atacar! haha So… Tenha paciência com a Tina. Leia os textos conforme eu for postando… aproveite a vida como eu aproveito a minha… não se prenda tanto a leituras de blogs, não! A vida lá fora pode ser tão boa…

E vale a pena investir na vida real.

Mas a Tina aparece, pode deixar. Mas desaparece assim que o dever ou o namorado lindo chamar. 🙂

No almoço de ontem.

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Almoçando ontem com dois colegas de trabalho, conversamos sobre redes sociais – twitter, facebook, orkut… – e um deles disse: “Falcão disse que não tem tempo para estas bobagens, e eu acho que ele tá certo!”; o outro disse “Tem que saber usar as ferramentas, não escrever besteira!” e eu disse: “É preciso ter classe, não escrever coisas das quais possamos nos arrepender”.

Não acho legal quando leio “Que vontade de bebê uma ceeeeevaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!” na minha wall do facebook, galera. Mas isso me fez pensar: o culpado por estes recadinhos não é quem escreve, já que cada um escreve o que bem quiser… o culpado por este recadinho aparecer na minha wall, sou eu… eu que permito isso. Ou melhor, permitia.

Fiz uma limpa nos contatos, retirando todos os colegas de trabalho de lá. Entro pouco no facebook, mais para responder recados ou passar alguma mensagem referente a um trabalho de faculdade, por exemplo. Mas penso que não interessa o que faço, com quem faço, como faço… aos meus colegas de trabalho e nem a ninguém. Vida profissional é vida profissional e vida pessoal é vida pessoal. Colegas de trabalho são uma coisa e amigos, outra. Em alguns raros casos, posso dizer que possuo conhecidos que se encaixam em ambas as definições, mas de modo geral, não é legal misturar as coisas.

As pessoas misturam os papéis. E apesar de eu morrer dizendo que eu sou responsável pelo digo não pelo o que os outros entendem, ficar quietinha, na minha, sempre foi e será a melhor opção: inclusive nos almoços de trabalho.

Harry Potter e sua saga

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Harry Potter e a sua saga final: queria tanto assistir e assisti. E agora eu preciso escrever sobre isso, mesmo que meio rápido e com possíveis erros gramaticais, pois assisti no sábado e hoje já é terça… e quanto mais eu demorar para escrever, mais os detalhes estarão fugindo e dobrando a esquina do esquecimento, me deixando sem a sua riqueza e beleza das lembranças.

Sábado fui com namorado, cunhado e sogrinho assistir ao último filme da saga do bruxinho Harry Potter.

O filme é uma graça e segue o padrão de qualidade dos anteriores, com fotografia linda e enredo que se encaixa perfeitamente do início ao fim. Claro, ler é sempre mágico e muitas vezes, a versão para o cinema não consegue deixar transparecer toda a beleza das cenas imaginadas… talvez inclusive porque lendo, criamos nossas versões… e assistindo, temos que nos dar por contentes com a versão oferecida. Mas neste caso, foi diferente.

Passei o final da minha adolescência lendo as aventuras e torcendo pelo bruxinho que, tímido, foi ganhando força e coragem. Dos 15 para os meus 16 anos, li o primeiro livro, Harry Potter e a Pedra Filosofal. Li meio que sem querer, nas férias de final de ano. Encontrei o livro na estante do quarto da minha irmã, novinho e nunca tocado… ela havia comprado para alguma ficha de leitura da escola e como sempre adorei ler, não resisti: levei para o meu quarto e o devorei em 2 dias. Quando a Milena sentiu falta do livro, eu o devolvi já lido e perguntei se poderia ficar com ele. Ela me deu de presente meio a contragosto, hahaha.

Este primeiro livro combinava com a Martina da época: desengonçada e atrapalhada, meio sonhadora e chorona. Me identifiquei com o Harry e acordava com os cabelos iguais aos da Hermione, muitas vezes.

Tão pequetitos no primeiro filme!

Lembro que na manhã seguinte ao término do primeiro livro, fui correndo comprar o segundo Harry Potter e a Câmara Secreta. Minha mãe perguntou: “Martina, isso é para a aula?” E eu respondi: “Sim e não… mas vou precisar de  mais livros dessa série”. O Harry e suas trapalhadas na escola de magia me lembravam as minhas próprias… e a sua desatenção me lembrava a minha: “existem tantas coisas para ver e viver lá fora”, pensava  eu, trancada na sala de aula esperando ansiosa pelo recreio, com a cara enfiada nos livos e me perguntando se eu queria mesmo estar ali ou mesmo se podia estar me perguntando isso.

O cabelo de Hermione está menos rebelde no 2º filme.

Daí começou o ano letivo e comprei o terceiro livro só lá pela metade do ano. Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban me ajudou a perceber que a minha família não era assim, tão ruim… e que eu não devia ser tão briguenta. Refleti mais sobre os meus atos, sonhos, metas… aprendi a não esperar tanto por algo que ainda está por vir, consequentemente sofrendo bem menos.

 

Um pouco mais crescidos, no terceiro filme da saga.

 

Aos 17 anos li o quarto livro, Harry Potter e o Cálice de Fogo e fiquei possessa quando o menino com quem eu ficava na época me ligou bem no final do livro para falar coisas melosas. Não tive dúvidas: “Olha, acho que não dá mais… é… só amigos. Quero voltar a ler, ok? Não interessa que livro é, poxa… Mas que coisa! Errr… Tá… te ligo outra hora. Tenho palestra na escola e só depois te ligo. Tchau”. Voltei a ler e esqueci de ligar pro menino. Haha

No 4º filme, atuando de forma mais natural.

O primeiro filme eu já vi ao lado do Bruno, meu namorado na época e atual desde sempre… E fui eu que apresentei a história ao meu cunhado, que virou fã.

Já o Harry Potter e a Ordem da Fênix só fui ler anos mais tarde, quando resolvi desencanar um pouco da neura do vestibular e inclusive mudar de curso: desencanei da medicina e me preparei para tentar design em 2006, passando na Universidade Feevale e percebendo que existem mil formas de deixar a vida das pessoas melhor… e que levar cor e beleza, levar função com metodologia aplicada, entender o público-alvo e procurar tornar a vida das pessoas mais prazerosa era, com certeza, uma excelente profissão.

A trama vai adquirindo ares mais sombrios, indicando o crescimento dos personagens e do perigo que correm.

Harry Potter e o Enigma do Príncipe eu li já com meus 24 ou 25 anos, emprestado do cunhado. 2008… ano do meu primeiro estágio na área de design e ano que alavancou  a minha carreira como ilustradora freelancer. Fiz contatos importantes que mantenho até hoje, abracei projetos demais e aprendi a lidar com o tempo e com a realidade de forma mais leve e objetiva: não, eu não sou a Wonder Woman; sim, eu sou uma mortal que tem menos de 8h de sono por dia e que precisa focar o pouco que resta de seu tempo livre no que realmente vale a pena.

Compenetrados e unidos.

Harry Potter e as Relíquias da Morte eu não li. Sim… a série que permeou a minha adolescência e que me acompanhou ano após ano, foi esquecida no último volume. Até que eu assisti a parte I do filme e, neste último sábado, assisti a parte II. Ficou um vazio aqui… a incerteza se realmente compreendi o que esta saga significou para mim. No final, já não sei se a saga era do Harry e seus amigos ou da Martina confusa procurando se conhecer e entender. Cresci junto com o personagem e me sinto, sim, um pouco Grifinória.

 

Último filme da série e o fechamento de um ciclo.

 

Fica a certeza de que preciso retomar a leitura, iniciando no primeiro volume: afinal, os olhos da Martina de 27 anos estão diferentes dos da de 17, assim como sua interpretação. E será um prazer proporcionar este reencontro de ideias e sensações, de uma adolescência que correu tão bem e que deixou saudades sem deixar mágoas, trazendo a aceitação tão importante para a minha vida de adulta. Passaram-se 11 anos desde que li o primeiro livro! E namoro o Bruno já faz quase 10 anos. Nossa… como o tempo passou! E para onde ele foi? Não sei… não vi ele passar.

Adorei o filme. Adorei os livros. Não preciso nem dizer que me emocionei e chorei, né? Harry, Rony e Hermione estão adultos e lindos (e a Emma Watson receberá um post só dela, em breve… pois está linda!).

Recomendo o filme ‘Harry Potter e as Relíquias da Morte’ a todos que investiram dias e dias de leitura dos 15 aos 95 anos de idade, crescendo fisicamente e emocionalmente junto com o bruxinho mais famoso do cinema, aprendendo que somos capazes de fazer magia sempre e de qualquer lugar: não é preciso estar em Hogwarts para se sentir flutuando como uma pluma, nem em Hogsmeade para se sentir entre amigos… A Martina de hoje compreendeu que quando recebe um não de um cliente e leva numa boa; quando revida uma grosseria com um sorriso; quando consegue acordar às 5h da manhã para ir trabalhar depois de apenas 4h de sono; quando consegue administar seu tempo entre namorado, amigos, faculdade, TCC, trabalho e eventos simultâneos; quando consegue acordar 30 minutos antes da hora habitual e escolher um look legal para passar o dia fora de casa; quando consegue manter a dieta e recusar uma pizza; quando consegue escutar mais do que falar; quando consegue manter-se feliz mesmo com adversidades diárias constantes… a Martina de hoje percebe que está fazendo mágica do momento em que acorda até o momento que vai dormir. E isso a deixa feliz.